A British Airways está sob escrutínio após a prisão, em 5 de março, de um de seus pilotos sob suspeita de filmar e distribuir secretamente imagens sexuais de comissários de bordo sem o seu consentimento. O piloto supostamente gravou pelo menos 16 indivíduos, incluindo alguns não empregados da companhia aérea, usando uma câmera de laptop com a luz de gravação desligada, e depois carregou os vídeos em sites pornográficos. Várias vítimas teriam descoberto as imagens enquanto navegavam nas plataformas.

O incidente não é isolado. Ainda este ano, outro piloto da British Airways foi absolvido em janeiro, após um julgamento em que filmou um encontro sexual com uma comissária de bordo e partilhou o vídeo com um colega. Sua defesa argumentou que ele presumia que o consentimento teria sido dado se ele tivesse solicitado, afirmação que o júri aceitou.

Este caso destaca um padrão mais amplo de má conduta entre as tripulações da British Airways. Incidentes passados ​​incluem pilotos cheirando cocaína em mulheres de topless antes dos voos, assaltos fabricados usados ​​para encobrir comportamento imprudente no Rio, brigas de bêbados nas Maldivas e comissários de bordo supostamente envolvidos em atividades sexuais com passageiros por dinheiro. Um incidente envolveu um membro da tripulação encontrado nu e sob efeito de metanfetamina no banheiro de um avião. Outro viu um atendente despido e dançando na classe executiva após uma farra de cocaína.

A natureza repetida destes escândalos levanta questões sobre a cultura e a supervisão da companhia aérea. Porque é que o comportamento da tripulação da British Airways é tantas vezes descrito como ultrapassador de limites e até mesmo escandaloso? A resposta pode residir numa combinação de factores: o ambiente de alta pressão dos voos de longo curso, a responsabilização limitada e uma tolerância histórica para comportamentos excessivos.

O piloto preso foi libertado sob fiança enquanto a investigação continua. A companhia aérea o suspendeu das funções de voo enquanto se aguarda o resultado. O incidente sublinha que estes problemas não são isolados e podem exigir mudanças culturais mais profundas dentro da empresa.