O plano plurianual de recuperação da Air India está entrando em seus estágios finais, de acordo com o CEO Campbell Wilson. Falando na inauguração do renovado Maharaja Lounge da companhia aérea em Delhi, Wilson descreveu a transformação como ocorrendo na “sessão matinal do quinto dia” de uma partida de teste de críquete de cinco dias – uma metáfora que ele usou repetidamente desde que assumiu o comando.

A reviravolta até agora

A analogia não é acidental. O argumento de Wilson é claro: o trabalho mais difícil e fundamental já foi feito. Desde que o Grupo Tata readquiriu a Air India em 2022, a recuperação da companhia aérea foi estruturada no âmbito do programa Vihaan.AI. Os primeiros quatro anos concentraram-se na revisão dos sistemas principais, incluindo:

  • Processos operacionais
  • Infraestrutura de treinamento
  • Procedimentos de aquisição
  • Certificações de segurança

Estas mudanças ocorrem em grande parte nos bastidores, mas Wilson argumenta que foram essenciais para estabilizar a companhia aérea após décadas de dificuldades financeiras.

O que vem por aí para a Air India?

A companhia aérea já fez melhorias significativas em sua frota, qualidade de serviço e pontualidade. As observações de Wilson sinalizam que a próxima fase se concentrará no refinamento destes ganhos e na aceleração do crescimento. A transição implica que, embora as principais correções estruturais estejam concluídas, a Air India está agora a mudar para uma fase de excelência operacional e expansão.

O CEO não especificou o prazo exato para a conclusão, mas a analogia com o críquete sugere um senso de urgência. O último dia de uma partida-teste é quando a pressão é maior e as jogadas decisivas determinam o resultado. Para a Air India, esse resultado significa tornar-se uma companhia aérea lucrativa e competitiva num dos mercados de aviação que mais crescem no mundo.

O sucesso da companhia aérea depende de manter o impulso e evitar erros na reta final da sua recuperação.