Trieste não é o que você pensa que é. Antes da Primeira Guerra Mundial mudar o mapa, esta cidade não era italiana. Foi austro-húngaro durante séculos. Um centro movimentado.

A mudança começou cedo. 1719. O imperador Carlos VI fez de Trieste um porto franco imperial. Na época era minúsculo, apenas um pontinho costeiro, mas a designação lhe dava impulso.

Depois veio Maria Teresa.

Ela não apenas governou. Ela financiou o trabalho. Portos. Administrador. Supervisão. A cidade cresceu porque ela a empurrou. Em 1780 – quando ela morreu – Trieste não era apenas um porto. Foi o porto principal de todo o império.

Séculos se passaram. As fronteiras mudaram. A Itália anexou a cidade. Mas a memória da sua contribuição permaneceu.

Em 2010, as autoridades municipais queriam lembrar. Não com uma estátua. Não com uma placa. Eles encomendaram um monumento.

A inauguração aconteceu em 2023.

O que eles construíram? Uma moeda. Especificamente, a Maria Theresa Thaler. Você conhece qual. Pode ser a moeda mais famosa da história. Cunhada em 174, logo quando ela assumiu o poder, e parece exatamente a mesma desde então. Não circulou apenas no império. Viajou por toda parte. África. Ásia. Europa. Alguns lugares o usaram como dinheiro real em meados do século XIX. Hoje? A Münze Österreich (Casa da Moeda Austríaca) ainda faz versões comemorativas.

Faz sentido, não é?

A moeda era o retrato dela. O retrato da Imperatriz mais amplamente distribuído na história da humanidade. E Trieste foi construída sobre o comércio. Então eles a homenagearam com seu rosto, estampado em prata, ampliado ao absurdo.

Agora é aço inoxidável. Quatro metros de largura. Dezesseis toneladas de metal.

Fica na Piazza del Ponterosso, perto da histórica orla marítima. Está semienterrado na terra, pairando sobre a praça.

Os moradores locais adoram. Os turistas parecem confusos. Talvez intrigado. Talvez encantado.

Quem realmente sabe o que acontece a seguir.