Os melhores fundadores de hotéis? Geralmente são as pessoas erradas.
Pense nisso. Kevin Wendell não tinha nenhum pedigree em hospitalidade quando construiu o Esencia, movido puramente pela intuição de um empreendedor. Tim Hartnoll lançou o Bawah Reserve sem nunca virar um único colchão. Depois, há Adrian Zecha, que trocou jornalismo pela Aman.
Eles compartilham uma característica que os hoteleiros de carreira perdem logo no início.
Eles ignoram o que deveria funcionar.
Eles percebem o que está faltando. Olhos novos veem os buracos pelos quais os outros passam porque estão muito ocupados lendo o manual.
Entra Gonçalo Pessoa.
Antes de lançar o Sublime Comporta, Pessoa passou vinte anos como capitão da TAP Air Portugal. Duas décadas. Ele não abriu nenhum quarto durante esse período. Em vez disso, ele usou as horas de escala entre os voos para algo que sua tripulação geralmente não fazia. Ele caçou.
Ele perseguiu restaurantes, olhou para lobbies, memorizou arquitetura. Ele estava construindo uma biblioteca mental no ar, sem saber ainda que acabaria por descontar essas referências.
Enquanto seus colegas se hospedavam no hotel genérico da tripulação?
Ele estava colecionando fantasmas de grande design.






















